quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A QUESTÃO DA AFETIVIDADE

"O conjunto de fenômenos psíquicos que se manifestam sob a forma de emoções, sentimentos e paixões acompanhados sempre de impressão de dor, prazer, de satisfação ou insatisfação, de agrado ou desagrado, de alegria ou tristeza.
”Para Wallon (apud Almeida; Mahoney, 2005) a afetividade refere-se à capacidade do ser humano de ser afetado pelo mundo externo/interno por sensações agradáveis e desagradáveis, o autor ainda diferencia afetividade de emoção, esta como a exteriorização da afetividade, sua expressão motora; do sentimento referindo-se a expressão representacional da afetividade; e da paixão, esta “revela o aparecimento do auto controle para dominar uma situação (idem)”.
O ser humano tem como características possuir vínculos afetivos, a sua afetividade mostra-se na interação com o mundo escolar, sua comunidade, os conteúdos, com a escola como instituição que possui uma história e características próprias, na relação com os alunos, com o professor e com ele mesmo.
Em relação ao educador e a afetividade Velthuis e Ferreira (2004) afirmam que:“Afetividade é se preocupar com seus educandos, é reconhecê-los como indivíduos autônomos, com uma experiência de vida diferente da sua, com direito a ter preferências e desejos nem sempre iguais aos seus. Enfim aceitá-los em suas nuances e respeitá-los.”
Tassoni (2000) declara que no decorrer do desenvolvimento o vínculo afetivo presente na relação mãe-pai-filho amplia-se para a figura do professor, corroborando com o seguinte estudo:“O professor é, tanto quanto os pais, um modelo de identificação os alunos. Como uma mãe o professor precisa olhar todos os seus alunos (filhos) individualmente. Tentar compreendê-los de tal modo que seja possível trilhar o melhor caminho sobre o que dizer a cada um deles e por quê os conhece, isto é, por que os observa, cuida das suas crianças. Como um pai que ocupa a posição de responsabilidade, o professor atua com o objetivo de fazer com que os direitos e deveres sejam compreendidos e seguidos (Silva, 2006).
”A relação professor-aluno é permeada de afetividade, esta ajuda ou dificulta a finalidade desses sujeitos estarem no espaço escolar, que é o ensino-aprendizagem e a formação e socialização destes indivíduos, no entanto, uma relação afetiva não pode ser confundida com falta de limites, Freire (apud Velthuis; Ferreira, 2004) nos diz “ninguém aprende ou constrói nada no meio do caos.
As aulas devem ser estimuladas, mas disciplinadas, ajudando a constante formação do educando”.
Referências:MAHONEY, Abigail Alvarenga e ALMEIDA,Laurinda Ramalho de. Afetividade e processo ensino-aprendizagem: contribuição de Henri Wallon. Psicologia da Educação, 2005, vol 20 p.11-30. Issn 1414-06975 . SILVA, C. S. R. A relação dinâmica transferencial entre professor-aluno no ensino. Ciências & Cognição, vol. 8:165-171, 2006.TASSONI, Elvira Cristina Martins. Afetividade e aprendizagem: a relação professor-aluno. Anuário do GT de Psicologia da Educação. ANPED, set. 2000.VELTHUIS, Cleidi Lange; FERREIRA, Cristina, A Valorização da Afetividade no Processo de Ensino-Aprendizagem, In: Revista de divulgação técnico-cientifica do IPC, v. 2, n. 7, 2004, p. 139-142.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

REFLEXÃO PARA OS JOVENS AMADOS


Ninguém te despreze por seres jovem. Ao contrário, torna-te modelo para os fiéis, no modo de falar e de viver, na caridade, na fé, na castidade..." (ITm 4, 12)

AMIGOS PELA FÉ (ANJOS DE RESGATE)

Quem me dará um ombro amigo quando eu precisar?
E se eu cair, se eu vacilar, quem vai me levantar?
Sou eu, quem vai ouvir você quando o mundo não puder te entender
Foi Deus, quem te escolheu pra ser o melhor amigo que eu pudesse ter
Amigos, pra sempre
Dois Amigos que nasceram pela fé
Amigos, pra sempre
Para sempre amigos sim, se Deus quiser
Quem é que vai me acolher na minha indecisão
Se eu me perder pelo caminho quem me dará a mão
Foi Deus, quem consagrou você e eu para sermos bons amigos, num só coração
Por isso eu estarei aqui quando tudo parecer sem solução
Peço a Deus que te guarde (que te guarde, abençoe e mostre a sua face)
E te dê a sua Paz.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

REFLETINDO COM ROSSINI


"Se a criança está feliz, ela aprende, ela faz."

A IMPORTÂNCIA DA BRINCADEIRA NA RELAÇÃO PARENTAL

Para Barbosa (2006), os tempos atuais fazem com que os adultos acreditem que as crianças precisam superar a infância de forma muito rápida e, por isso, trata-as como adultos nas mínimas acões: formas de vestir, nível de exigência, linguagem entre outras; a brincadeira, no entanto, é vista como um elemento importante para a vida humana. Alguns estudiosos destacam as brincadeiras como essenciais para o desenvolvimento das crianças e de suas relações com o mundo. Segundo Brougère (1995), a brincadeira proporciona prazer e faz com que a criança construam suas relações; Barbosa (2006) afirma que a brincadeira possibilita à criança o desenvolvimento de uma experiência para se movimentar, coordenar-se, pensar, compreender significados, comunicar-se, conhecer a novidade e perceber-se como alguém participante do processo.
Eliminar a brincadeira ou desvalorizá-la significa, portanto, mudar o rumo do desenvolvimento da infância, principalmente no que tange ao desenvolvimento da dimensão simbólica, na qual se destacam a imaginação e a afetividade. O jogo implica, para a criança, muito mais do que o simples ato de brincar, é por meio do jogo que ela se comunica com o mundo e também se expressa.
O jogo infantil pode ser analisado sob diferentes enfoques, segundo Friedmann (1996), estes enfoques podem ser:
Sociológico: a influência do contexto social nos quais os diferentes grupos de crianças brincam.
Educacional: a contribuição do jogo para a educação, desenvolvimento e/ou aprendizagem da criança.
Psicológico: o jogo como meio para compreender melhor o funcionamento da psique, das emoções e da personalidade dos indivíduos.
Antropológico: a maneira como o jogo reflete, em cada sociedade, os costumes e a história das diferentes culturas.
Folclórico: analisando o jogo como expressão da cultura infantil através das diversas gerações, bem como as tradições e costumes através dos tempos nele refletidos (FRIEDMANN, 1996)
Nesse sentido, brincar passa a ser uma ferramenta importante do cotidiano, pois, por meio das brincadeiras a criança aprende sobre a cultura em que vivem as regras de convivência social, os movimentos amplos e finos, a linguagem e a lida com as situações diferentes.
Brincando, portanto, a criança coloca-se num papel de poder, em que ela pode dominar os vilões que provocariam medo ou que fariam sentir-se vulnerável e insegura. a brincadeira de super-herói, ao mesmo tempo que ajuda a criança a construir autoconfiança, leva-a a superar obstáculos da vida real, como vestir-se, comer um alimento sem deixar cair, fazer amigos, enfim, corresponder às expectativas dos padrões adultos. (LEVINZON, 1989,P.66)
A brincadeira como forma de comunicação e de estreitamento de relações deve começar no seio da família. Pois, aprender a agir e a brincar se dá na intimidade com o outro. Segundo Oliveira;
Não há possibilidade de aprendizagem e consequentemente de humanização fora do convívio social, e mais do que isso, sem vivenciar e sentir realmente um vínculo afetivo, estável e confiável, que no começo é muito mais sentido do que manifesto. (OLIVEIRA, 2000, P.17)(Livro: Sou Professor! A Formação do Professor Formador)
Para Barbosa (2006), os tempos atuais fazem com que os adultos acreditem que as crianças precisam superar a infância de forma muito rápida e, por isso, trata-as como adultos nas mínimas acões: formas de vestir, nível de exigência, linguagem entre outras; a brincadeira, no entanto, é vista como um elemento importante para a vida humana. Alguns estudiosos destacam as brincadeiras como essenciais para o desenvolvimento das crianças e de suas relações com o mundo. Segundo Brougère (1995), a brincadeira proporciona prazer e faz com que a criança construam suas relações; Barbosa (2006) afirma que a brincadeira possibilita à criança o desenvolvimento de uma experiência para se movimentar, coordenar-se, pensar, compreender significados, comunicar-se, conhecer a novidade e perceber-se como alguém participante do processo.
Eliminar a brincadeira ou desvalorizá-la significa, portanto, mudar o rumo do desenvolvimento da infância, principalmente no que tange ao desenvolvimento da dimensão simbólica, na qual se destacam a imaginação e a afetividade. O jogo implica, para a criança, muito mais do que o simples ato de brincar, é por meio do jogo que ela se comunica com o mundo e também se expressa.
O jogo infantil pode ser analisado sob diferentes enfoques, segundo Friedmann (1996), estes enfoques podem ser:
Sociológico: a influência do contexto social nos quais os diferentes grupos de crianças brincam.
Educacional: a contribuição do jogo para a educação, desenvolvimento e/ou aprendizagem da criança.
Psicológico: o jogo como meio para compreender melhor o funcionamento da psique, das emoções e da personalidade dos indivíduos.
Antropológico: a maneira como o jogo reflete, em cada sociedade, os costumes e a história das diferentes culturas.
Folclórico: analisando o jogo como expressão da cultura infantil através das diversas gerações, bem como as tradições e costumes através dos tempos nele refletidos (FRIEDMANN, 1996)
Nesse sentido, brincar passa a ser uma ferramenta importante do cotidiano, pois, por meio das brincadeiras a criança aprende sobre a cultura em que vivem as regras de convivência social, os movimentos amplos e finos, a linguagem e a lida com as situações diferentes.
Brincando, portanto, a criança coloca-se num papel de poder, em que ela pode dominar os vilões que provocariam medo ou que fariam sentir-se vulnerável e insegura. a brincadeira de super-herói, ao mesmo tempo que ajuda a criança a construir autoconfiança, leva-a a superar obstáculos da vida real, como vestir-se, comer um alimento sem deixar cair, fazer amigos, enfim, corresponder às expectativas dos padrões adultos. (LEVINZON, 1989,P.66)
A brincadeira como forma de comunicação e de estreitamento de relações deve começar no seio da família. Pois, aprender a agir e a brincar se dá na intimidade com o outro. Segundo Oliveira;
Não há possibilidade de aprendizagem e consequentemente de humanização fora do convívio social, e mais do que isso, sem vivenciar e sentir realmente um vínculo afetivo, estável e confiável, que no começo é muito mais sentido do que manifesto. (OLIVEIRA, 2000, P.17)(Livro: Sou Professor! A Formação do Professor Formador)

quinta-feira, 9 de julho de 2009

REFLETINDO COM PAULO FREIRE

"E, já que a educação modela as almas e recria os corações, ela é a alavanca das mudanças sociais". (Paulo Freire)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

EDUCADOR OU PROFESSOR?

"Educadores, onde estarão? Em que covas terão se escondido? Professores, há aos milhares. Mas professor é profissão, não é algo que se define por dentro, por amor.Educador, ao contrário, não é profissão; é vocação. E toda vocação nasce de um grande amor, de uma grande esperança."
Rubem Alves , extraído do livro: Conversas com quem gosta de ensinar.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

A RELAÇÃO PROFESSOR E ALUNO NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM



As relações humanas, embora complexas, são peças fundamentais na realização comportamental e profissional de um indivíduo. Desta forma, a análise dos relacionamentos entre professor/aluno envolve interesses e intenções, sendo esta interação o expoente das conseqüências, pois a educação é uma das fontes mais importantes do desenvolvimento comportamental e agregação de valores nos membros da espécie humana.
Neste sentido, a interação estabelecida caracteriza-se pela seleção de conteúdos, organização, sistematização didática para facilitar o aprendizado dos alunos e exposição onde o professor demonstrará seus conteúdos.
No entanto este paradigma deve ser quebrado, é preciso não limitar este estudo em relação comportamento do professor com resultados do aluno; devendo introduzir os processos construtivos como mediadores para superar as limitações do paradigma processo-produto.
Segundo GADOTTI (1999: 2), o educador para pôr em prática o diálogo, não deve colocar-se na posição de detentor do saber, deve antes, colocar-se na posição de quem não sabe tudo, reconhecendo que mesmo um analfabeto é portador do conhecimento mais importante: o da vida.
Desta maneira, o aprender se torna mais interessante quando o aluno se sente competente pelas atitudes e métodos de motivação em sala de aula. O prazer pelo aprender não é uma atividade que surge espontaneamente nos alunos, pois, não é uma tarefa que cumprem com satisfação, sendo em alguns casos encarada como obrigação. Para que isto possa ser melhor cultivado, o professor deve despertar a curiosidade dos alunos, acompanhando suas ações no desenvolver das atividades.
O professor não deve preocupar-se somente com o conhecimento através da absorção de informações, mas também pelo processo de construção da cidadania do aluno. Apesar de tal, para que isto ocorra, é necessária a conscientização do professor de que seu papel é de facilitador de aprendizagem, aberto às novas experiências, procurando compreender, numa relação empática, também os sentimentos e os problemas de seus alunos e tentar levá-los à auto-realização.
De modo concreto, não podemos pensar que a construção do conhecimento é entendida como individual. O conhecimento é produto da atividade e do conhecimento humano marcado social e culturalmente. O papel do professor consiste em agir com intermediário entre os conteúdos da aprendizagem e a atividade construtiva para assimilação.
O trabalho do professor em sala de aula, seu relacionamento com os alunos é expresso pela relação que ele tem com a sociedade e com cultura. ABREU & MASETTO (1990: 115), afirma que “é o modo de agir do professor em sala de aula, mais do que suas características de personalidade que colabora para uma adequada aprendizagem dos alunos; fundamenta-se numa determinada concepção do papel do professor, que por sua vez reflete valores e padrões da sociedade”.
Segundo FREIRE (1996: 96), “o bom professor é o que consegue, enquanto fala, trazer o aluno até a intimidade do movimento do seu pensamento. Sua aula é assim um desafio e não uma cantiga de ninar. Seus alunos cansam, não dormem. Cansam porque acompanham as idas e vindas de seu pensamento, surpreendem suas pausas, suas dúvidas, suas incertezas”.
Ainda segundo o autor, “o professor autoritário, o professor licencioso, o professor competente, sério, o professor incompetente, irresponsável, o professor amoroso da vida e das gentes, o professor mal-amado, sempre com raiva do mundo e das pessoas, frio, burocrático, racionalista, nenhum deles passa pelos alunos sem deixar sua marca”.
Apesar da importância da existência de afetividade, confiança, empatia e respeito entre professores e alunos para que se desenvolva a leitura, a escrita, a reflexão, a aprendizagem e a pesquisa autônoma; por outro, SIQUEIRA (2005: 01), afirma que os educadores não podem permitir que tais sentimentos interfiram no cumprimento ético de seu dever de professor. Assim, situações diferenciadas adotadas com um determinado aluno (como melhorar a nota deste, para que ele não fique de recuperação), apenas norteadas pelo fator amizade ou empatia, não deveriam fazer parte das atitudes de um “formador de opiniões”.
Logo, a relação entre professor e aluno depende, fundamentalmente, do clima estabelecido pelo professor, da relação empática com seus alunos, de sua capacidade de ouvir, refletir e discutir o nível de compreensão dos alunos e da criação das pontes entre o seu conhecimento e o deles. Indica também, que o professor, educador da era industrial com raras exceções, deve buscar educar para as mudanças, para a autonomia, para a liberdade possível numa abordagem global, trabalhando o lado positivo dos alunos e para a formação de um cidadão consciente de seus deveres e de suas responsabilidades sociais.

Referência:
Revista Espaço Acadêmico - Nº 52 - Setembro 2005 - ISSN 1519.6186

quarta-feira, 17 de junho de 2009

A VISÃO DE ALGUNS TEÓRICOS SOBRE AFETIVIDADE



Barreto (apud Velthuis; Ferreira, 2004) define a afetividade como:

“O conjunto de fenômenos psíquicos que se manifestam sob a forma de emoções, sentimentos e paixões acompanhados sempre de impressão de dor, prazer, de satisfação ou insatisfação, de agrado ou desagrado, de alegria ou tristeza.”

Para Wallon (apud Almeida; Mahoney, 2005) a afetividade refere-se à capacidade do ser humano de ser afetado pelo mundo externo/interno por sensações agradáveis e desagradáveis, o autor ainda diferencia afetividade de emoção, esta como a exteriorização da afetividade, sua expressão motora; do sentimento referindo-se a expressão representacional da afetividade; e da paixão, esta “revela o aparecimento do auto controle para dominar uma situação (idem)”.

O ser humano tem como características possuir vínculos afetivos, a sua afetividade mostra-se na interação com o mundo escolar, sua comunidade, os conteúdos, com a escola como instituição que possui uma história e características próprias, na relação com os alunos, com o professor e com ele mesmo.

Em relação ao educador e a afetividade Velthuis e Ferreira (2004) afirmam que:“Afetividade é se preocupar com seus educandos, é reconhecê-los como indivíduos autônomos, com uma experiência de vida diferente da sua, com direito a ter preferências e desejos nem sempre iguais aos seus. Enfim aceitá-los em suas nuances e respeitá-los.”

Tassoni (2000) declara que no decorrer do desenvolvimento o vínculo afetivo presente na relação mãe-pai-filho amplia-se para a figura do professor, corroborando com o seguinte estudo:

“O professor é, tanto quanto os pais, um modelo de identificação os alunos. Como uma mãe o professor precisa olhar todos os seus alunos (filhos) individualmente. Tentar compreendê-los de tal modo que seja possível trilhar o melhor caminho sobre o que dizer a cada um deles e por quê os conhece, isto é, por que os observa, cuida das suas crianças. Como um pai que ocupa a posição de responsabilidade, o professor atua com o objetivo de fazer com que os direitos e deveres sejam compreendidos e seguidos (Silva, 2006).”

A relação professor-aluno é permeada de afetividade, esta ajuda ou dificulta a finalidade desses sujeitos estarem no espaço escolar, que é o ensino-aprendizagem e a formação e socialização destes indivíduos, no entanto, uma relação afetiva não pode ser confundida com falta de limites, Freire (apud Velthuis; Ferreira, 2004) nos diz “ninguém aprende ou constrói nada no meio do caos. As aulas devem ser estimuladas, mas disciplinadas, ajudando a constante formação do educando”.


Referências:

MAHONEY, Abigail Alvarenga e ALMEIDA,Laurinda Ramalho de. Afetividade e processo ensino-aprendizagem: contribuição de Henri Wallon. Psicologia da Educação, 2005, vol 20 p.11-30. Issn 1414-06975 . SILVA, C. S. R. A relação dinâmica transferencial entre professor-aluno no ensino. Ciências & Cognição, vol. 8:165-171, 2006.

TASSONI, Elvira Cristina Martins. Afetividade e aprendizagem: a relação professor-aluno. Anuário do GT de Psicologia da Educação. ANPED, set. 2000.

VELTHUIS, Cleidi Lange; FERREIRA, Cristina, A Valorização da Afetividade no Processo de Ensino-Aprendizagem, In: Revista de divulgação técnico-cientifica do IPC, v. 2, n. 7, 2004, p. 139-142.

terça-feira, 2 de junho de 2009

ORAÇÃO DO PROFESSOR






Dai-me, Senhor, o dom de ensinar.
Dai-me esta graça que vem do amor.
Mas, antes do ensinar, Senhor,
Dai-me o dom de aprender.
Aprender a ensinar.
Aprender o amor de ensinar.
Que o meu ensinar seja simples, humano e alegre, como o amor.
De aprender sempre.
Que eu persevere mais no aprender do que no ensinar.
Que minha sabedoria ilumine e não apenas brilhe.
Que o meu saber não domine ninguém, mas leve à verdade.
Que meus conhecimentos não produzam orgulho,
Mas cresçam e se abasteçam da humildade.
Que minhas palavras não firam e nem sejam dissimuladas,
Mas animem as faces de quem procura a luz.
Que a minha voz nunca assuste,
Mas seja a pregação da esperança.
Que eu aprenda que quem não me entende,
Precisa ainda mais de mim.
E que nunca lhe destine a presunção de ser melhor.
Dai-me, Senhor, também a sabedoria do desaprender,
Para que eu possa trazer o novo, a esperança.
E não ser um perpetuador das desilusões.
Dai-me, Senhor, a sabedoria do aprender.
Deixai-me ensinar para distribuir a sabedoria do amor.


Antonio Pedro Schlindwein

quinta-feira, 28 de maio de 2009

MOMENTOS DE AFETIVIDADE










Esta foi a homenagem ao Dia das Mães realizada na E.M.J. pela turma do Pré II. Pude experimentar a emoção e a felicidade de ser amada ao som de uma linda canção ensaiada com as crianças. Momento maravilhoso!!!

terça-feira, 19 de maio de 2009

REFLEXÃO


"O amor é uma intercomunicação intima de duas consciências que se respeitam. Cada um tem o outro como sujeito de seu amor. Não se trata de apropriar-se do outro”. Paulo Freire

segunda-feira, 18 de maio de 2009

SER HUMANO & AFETIVIDADE


O ser humano precisa ser elogiado, apreciado e reconhecido. Estes estímulos são necessários durante a vida toda. Imagine a eficácia destas atitudes ao se tornarem habituais na vida escolar! O quanto irá favorecer na formação da identidade de cada um dos alunos! O fato do aluno poder expor suas “idéias” de forma democrática irá propiciar a construção de uma relação equilibrada dele com o professor, e dele com os colegas. Sua idéia não precisará ser aceita, porém terá todo o direito de expô-la. O diálogo é fundamental para o exercício da construção da identidade além de possibilitar que se exercite o respeito à diversidade. A autonomia não se dá, se conquista. Para se ser autônomo há que se ter confiança. Sabemos também que a confiança se adquire como o resultado de uma boa preparação, e esta preparação é decorrente do exercício da ação dialógica.Hoje não existe mais a didática “o professor fala e os alunos escutam”. Hoje tem que haver uma interação entre professor e aluno, e nessa interação o respeito à opinião do outro tem que ser regra. Este comportamento favorecerá inclusive o processo criativo. A criatividade é muito importante na construção da identidade. Hoje, diante da globalização, o indivíduo precisa usar sua criatividade para se diferenciar. Para que a criatividade ocorra o indivíduo necessita abandonar o hábito. As escolas têm como regra implantar o hábito nos seus alunos. Se um aluno, ao expor sua opinião, for criticado pelo professor ou pelo colega, se retrairá e com isto inibirá sua criatividade. O professor que bloqueia a manifestação espontânea do aluno está impedindo a possibilidade de que se analise, o assunto em pauta, sob uma ótica diferente ou mesmo bloqueando o surgimento de novas idéias. O professor tem que estar aberto a toda e qualquer contribuição para então analisar e estudar a viabilidade da implantação da idéia. O que ele não pode fazer é justamente “cortar” a possibilidade de novas contribuições. O incentivo a este tipo de comportamento propiciará que o indivíduo ao construir sua identidade agregue também a criatividade. O professor deve ser muito mais do que um repetidor de conteúdo. Deve ministrar suas aulas com a alma. Imagine o professor que no auge de uma discussão em classe, a qual há a participação integral dos alunos, interrompe a aula em razão de ter que iniciar outra matéria ministrada por ele próprio. Ao agir desta forma estará podando toda a efervescência da participação ativa em detrimento do horário escolar que ele tem a autonomia, e deve ter o bom senso, de modificar. Este clima de participação e entusiasmo que ele interrompeu, não conseguirá resgatar na próxima aula. Em classe tem que criar a oportunidade de trabalhar o agir com respeito às opiniões que divirjam das suas, o saber ouvir, o compreender e analisar em conjunto as idéias alheias, o favorecer a independência e autenticidade dos pontos de vistas e o aceitar propostas e sugerir soluções. Agindo desta forma estará inclusive vivenciando noções de ética e moral.

AFETIVIDADE X INTELIGÊNCIA


O aluno constrói o seu conhecimento, suas relações espaciais arraigado da sua afetividade, sua criatividade, seus interesses individual e coletivo, sua percepção de mundo, sua imaginação...
Considerando que o professor não é somente transmissor de conhecimentos, mas aquele que possibilita a relação de troca de experiências, dialogando, ouvindo os alunos é que encontro na afetividade o facilitador no processo ensino-aprendizagem. Portanto, o professor deve dar-lhes atenção e zelar para que possam expressar suas idéias, ansiedades, expectativas, angústias e, consequentemente, aprimorar o seu gosto pessoal, sua opinião crítica.
Vale destacar que a afetividade não é percebida somente por contato físico, mas também através de práticas pedagógicas simples como, por exemplo, elogiar os trabalhos dos alunos; reconhecer os esforços na resolução dos problemas apresentados; motivá-los sempre. Embora em tais atos não existam o contato corporal nada impede que o professor abrace, aperte a mão, beije o aluno. Tudo o que foi descrito acima constituem formas cognitivas de ligação afetiva, mesmo mantendo-se o contato corporal como manifestação de carinho.


sexta-feira, 15 de maio de 2009

REFLEXÃO



“As escolas deveriam entender mais de seres humanos e de amor do que de conteúdos e técnicas educativas. Elas têm contribuído em demasia para a construção de neuróticos por não entenderem de amor, de sonhos, de fantasias, de símbolos e de dores”.
(Claudio Saltini)

quinta-feira, 14 de maio de 2009

ANÁLISE DOS DESENHOS

O desenho tem sido compreendido como um meio que permite a criança organizar informações, processar experiências vividas e pensadas, estimulando-a a desenvolver um estilo de representação singular do mundo. Portanto, as experiências gráficas fazem parte do crescimento psicológico e são indispensáveis para o desenvolvimento e para a formação de indivíduos sensíveis e criativos, capazes de transpor e transformar a realidade (Goldberg, Yunes & Freitas).
O desenvolvimento evolutivo do desenho infantil ocorre paralelamente ao desenvolvimento geral da criança, pois, ao produzir imagens, esta se re(conhece) como um agente de si mesma sendo capaz através do desenho, de construir seu mundo físico (sensório motor), mental (cognitivo), emocional, o mundo das idéias, da imaginação, dos sonhos e da memória (Valladares, 2003).
Dentre a temática utilizada pela criança para se expressar graficamente, está o desenho da figura humana (Klepsch & Logie, 1984; Di Leo, 1985; Weschsler & Schelini, 2002; Weschsler, 2003; Greig, 2004; Flores-Mendoza, Abad & Lelé, 2005).
0 desenho permite o acesso a aspectos como a compreensão e a interpretação de características da personalidade, assim como a percepção em relação aos outros, incluindo valores grupais e culturais e ainda em relação a conceitos e atitudes referentes aos contextos médico e escolar.
A indicação para a análise de itens como traçado, cores, localização, elementos constitutivos e faixa etária das crianças submetidas à avaliação psicológica por meio do desenho, mostrou-se presente em vários estudos relativos aos contextos de saúde e doença, possibilitando a compreensão de fenômenos psicológicos os mais variados, como ansiedade, perturbações emocionais, auto-estima, fantasias, percepção da dor, conceitos de saúde e doença, entre outros.

Esse desenho foi produzido pela minha filha Brenda de 5 anos, realizado na turma do Pré II do E.M.J.




terça-feira, 12 de maio de 2009

A IMPORTÂNCIA DOS DESENHOS

As crianças expressam seus sentimentos através dos desenhos!

O CLIMA EMOCIONAL NA APRENDIZAGEM


Para haver aprendizagem é essencial o clima emocional. O papel do professor tem a maior importância neste processo, pois além de conhecer os conteúdos que ensina também deve saber identificar as necessidades dos alunos.

"Para vencer a indisciplina é preciso examinar quais emoções das crianças a escola ainda não compreendeu" (JUAN CASASSUS).

Saiba mais sobre este assunto, visitando o site:
rratier@abril.com.br. Você encontrará uma reportagem na íntegra com o filósofo e sociólogo chileno Juan Casassus que foi encarregado de dirigir o Primeiro Estudo Comparativo em Linguagem, Matemática e Fatores Associados para Alunos do 4º e 5º Anos do Ensino Fundamental (Peic), um programa da Unesco realizado entre 1995 e 2000 em 14 países da América Latina.O objetivo foi compreender os fatores que influenciam no desempenho dos alunos e como conclusão, temos o clima emocional na aprendizagem.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

RECURSOS TECNOLÓGICOS NA APRENDIZAGEM



Estamos vivendo numa sociedade multimídia: os alunos estão conectados às novas tecnologias, portanto os professores não podem ignorar este contexto atual.
Utilizar desses recursos tecnológicos na prática docente torna a aprendizagem mais significativa, além de motivadora.

AFETIVIDADE



A Afetividade na relação professor & aluno tem um papel fundamental no processo de aprendizagem que, muitas vezes, é despercebido pela instituição escolar, ou seja, pelos envolvidos na Educação. Cabe ao professor e aos profissionais envolvidos nesta relação propiciar um ambiente acolhedor e de compreensão para que as crianças possam desenvolver suas potencialidades amplamente. Portanto é necessário que os professores e alunos tenham um bom relacionamento, no qual os primeiros saibam como favorecer uma aprendizagem significativa para os últimos.

É fundamental manter um clima afetivo durante todo o processo educativo para alcançar a confiança e o respeito dos educandos.

Pensando no que foi exposto acima, gostaria de compartilhar comentários e histórias de vida nas quais o aspecto afetivo fez toda diferença!